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Sam Altman diz que é "péssimo" ter memória DRAM parada nos PCs e defende IA na nuvem

Para o CEO da OpenAI, a memória dos PCs fica ociosa, e data centers usam melhor um recurso escasso

Mateus Lecchi Mateus Lecchi |
Sam Altman diz que é "péssimo" ter memória DRAM parada nos PCs e defende IA na nuvem

O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse que é "péssimo", do ponto de vista da distribuição global de recursos, que cada pessoa tenha uma parte da memória DRAM do mundo parada dentro do próprio computador. A declaração foi dada no podcast Cheeky Pint, apresentado por John Collison, cofundador da Stripe, em episódio publicado na quinta-feira (29/10).

Altman falava sobre a vontade de muita gente de rodar inteligência artificial localmente, com modelos de código aberto. "Muitas pessoas querem inferência local e, de alguma forma, presumem que o problema está resolvido", disse. "Mas, de uma perspectiva de alocação global, é na verdade péssimo que todo mundo tenha uma parte da oferta limitada de DRAM do mundo no próprio computador, sendo usada 5% do tempo."

Segundo ele, num cenário de oferta apertada, o ideal é usar a memória ao máximo nos data centers. "E, de alguma forma, a intuição de muitas pessoas é o contrário disso", completou.

Por que a oferta de memória não reage

No mesmo trecho, Altman explicou por que, para ele, o mercado não está reagindo à alta da memória. Segundo o executivo, durante muito tempo produzir DRAM nunca foi um grande negócio: as empresas investiam bilhões em fábricas, passavam por ciclos de alta e baixa e quase quebravam quando produziam demais. Agora, cada uma deve ter "algo como US$ 100 bilhões de fluxo de caixa livre em um ano", mas, segundo ele, elas se lembram desse histórico. Quando Collison comentou que isso as deixa conservadoras nos investimentos, Altman concordou: "Claramente".

O executivo disse que o custo de chips, energia e do resto da cadeia de IA deveria cair. "Se não cair, vou ficar muito triste. Mas, para cair, a oferta tem que subir muito", afirmou.

Crise de memória

A fala chega no meio da alta de preços de memória provocada pela demanda dos data centers de IA, que já encarece PCs, placas de vídeo e consoles. O CEO da Micron, por exemplo, disse que a crise de memórias deve seguir até 2027 e 2028, e o aumento já pesa nas especulações sobre o preço do PS6.

A própria OpenAI tem interesse direto nessa oferta: em outubro de 2025, a Samsung e a SK hynix assinaram com a empresa cartas de intenção para fornecer memória ao projeto Stargate, com meta de até 900 mil wafers de DRAM por mês. Altman não falou dessas cartas de intenção no trecho sobre DRAM.

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Fonte: Cheeky Pint

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