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PS6 pode passar de US$ 1.000 com a alta da memória, aponta análise

Alta de DRAM e SSD pressiona custo do PS6; Sony diz que não quer vender com grandes perdas

Mateus Lecchi Mateus Lecchi |
PS6 pode passar de US$ 1.000 com a alta da memória, aponta análise

A próxima geração de consoles pode chegar com um preço bem mais salgado do que estamos acostumados. Uma análise publicada pelo Game Rant juntou estimativas de custo, declarações da Sony e o cenário atual do mercado de memória para sustentar uma hipótese incômoda: o PS6 e o próximo Xbox, o Project Helix, correm o risco de passar da barreira dos US$ 1.000.

O principal vilão é a disparada nos preços de DRAM e SSD, puxada pela demanda dos data centers de inteligência artificial. Segundo o insider Kepler_L2, conhecido por vazamentos de hardware, o custo dos componentes (o chamado BOM) do PS6 teria saltado de cerca de US$ 760 em março para algo perto de US$ 960 em junho. É uma estimativa não oficial, e vale lembrar que o BOM nem inclui montagem, logística, marketing ou pesquisa.

O que a Sony já disse

A Sony não confirmou preço nem data do PS6. Na sessão de perguntas e respostas com investidores da divisão Game & Network Services, em junho, a empresa afirmou que, como princípio, não pretende vender hardware com perdas significativas. Também disse que segue monitorando o mercado e reavaliando sua abordagem, e que considera importante que os consumidores entendam plenamente o valor entregue. Outro recado foi o plano de expandir o ecossistema PlayStation para além da sala de estar.

A frase não garante que a Sony vai abandonar o subsídio, prática comum no lançamento de novas gerações. Mas, somada aos custos atuais, ela indica que a era dos consoles novos por US$ 500 provavelmente ficou para trás.

PS5 Digital Edition Midnight Black, edição exclusiva do Japão anunciada pela Sony

Preço alto, salto pequeno?

Relatórios do mercado apontam 2027 como janela provável para a nova geração, mas nenhuma das duas empresas cravou data. A Microsoft, por exemplo, confirmou apenas que pretende enviar versões alfa do hardware do Project Helix aos estúdios a partir de 2027. Historicamente, as gerações duram cerca de sete anos, só que isso não é regra, e um adiamento segue no radar.

O problema é que um console de US$ 1.000 dificilmente convenceria a maioria dos jogadores a fazer o upgrade, ainda mais se o avanço técnico em relação ao PS5 for modesto. E o cenário já pesa no bolso hoje: o PS5 ficou mais caro em várias regiões, e a única versão com preço mais camarada anunciada recentemente, o PS5 Digital Edition Midnight Black, sai em 19 de novembro por 55 mil ienes, mas é exclusiva do Japão e tem trava de região.

Para quem está no Brasil, converter o valor em dólar direto não diz muita coisa, já que impostos e margens costumam multiplicar o preço final por aqui. Por enquanto, o jeito é esperar os anúncios oficiais.

Fonte: Game Rant

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