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Intel mostra módulo com duas GPUs Crescent Island para IA na OCP 2026

Placa OAM com refrigeração líquida junta dois chips Xe3P, cada um com sua própria memória LPDDR5X

Mateus Lecchi Mateus Lecchi |
Intel mostra módulo com duas GPUs Crescent Island para IA na OCP 2026

A Intel aproveitou o OCP 2026, evento da Open Compute Project, para mostrar a evolução da sua linha de GPUs D-Series, conhecida pelo codinome Crescent Island. A grande novidade foi um módulo no formato OAM (OCP Accelerator Module, formato padrão de módulo para aceleradores em servidores) que coloca dois chips Xe3P lado a lado na mesma placa, cada um com seu próprio banco de memória LPDDR5X.

Segundo o que foi apresentado, os dois processadores gráficos conversam entre si por uma ponte PLX (chip que interliga as duas GPUs) e um conector mezanino empilhado. Para dar conta do calor, a empresa usa um bloco de cobre grande com refrigeração líquida integrada. É a primeira vez que a linha aparece em uma configuração com dois chips.

O que a GPU D270 entrega

O primeiro produto da família é a D270, design de referência da própria Intel. Os números divulgados até agora são estes:

  • 32 núcleos Xe3P e 256 unidades XMX dedicadas a IA;

  • 160 GB de LPDDR5X na versão de referência, com opções de até 480 GB em placas de parceiros;

  • cerca de 1,3 PFLOPS em FP8, segundo o Wccftech, com base na apresentação da Intel na Hot Chips;

  • 350 W com refrigeração a ar, em placa PCIe 5.0 que cabe em servidores comuns;

  • largura de banda estimada em até 1,5 TB/s.

Segundo o Wccftech, essa não é uma placa pensada para jogos: o chip troca boa parte das unidades tradicionais de uma GPU por aceleradores dedicados à IA, com mais espaço para núcleos Xe3P e computação matricial. As primeiras fotos do die indicam fabricação no processo N3P da TSMC e um chip menor que o BMG-G31 da geração Battlemage.

No papel, se cada chip do módulo OAM usar a configuração máxima de 480 GB, o conjunto chegaria a 960 GB de memória. A Intel, porém, ainda não confirmou nenhum produto com essa capacidade.

Suporte imediato ao Muse Spark da Meta

Em 15 de outubro, a Intel anunciou suporte desde o primeiro dia ao Muse Spark Open, modelo de pesos abertos da Meta com 816 bilhões de parâmetros. Segundo a fabricante, quatro placas D-Series com 160 GB cada já rodam o modelo em racks convencionais refrigerados a ar.

Tela de terminal mostrando o modelo Muse Spark da Meta rodando em quatro GPUs Intel D-Series

A proposta é escalar de uma única placa para IA local até servidores com oito GPUs e racks com mais de 80 aceleradores. A Intel também pretende combinar a linha com as RDUs da SambaNova: as GPUs cuidam da etapa de prefill, enquanto os chips da parceira ficam com a decodificação de baixa latência (prefill e decodificação são as duas etapas de geração de respostas de um modelo de IA). As primeiras amostras da D270 estão previstas para o segundo semestre de 2026, ainda sem data comercial.

Fonte: Wccftech

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