Silent Hill: Townfall é lançado e leva o terror da série para a primeira pessoa
Novo jogo da Screen Burn se passa numa ilha escocesa coberta de névoa e já está no PS5 e no PC
A névoa agora é vista pelos olhos do protagonista. SILENT HILL: Townfall foi lançado na quinta-feira (24 de setembro de 2026) para PlayStation 5 e PC, via Steam e Epic Games Store. Desenvolvido pelo estúdio escocês Screen Burn Interactive, com publicação de Annapurna Interactive e Konami, é o primeiro jogo completo da série de terror psicológico apresentado inteiramente em primeira pessoa.
SILENT HILL: Townfall leva a série para a Escócia
O jogador controla Simon Ordell, um forasteiro que chega à marina gelada de St. Amelia, uma ilha remota na costa da Escócia. A cidade vive coberta por névoa e silêncio, e os vestígios de quem morava ali se misturam a fragmentos de memória, borrando a fronteira entre realidade e ficção. Segundo a análise do The Guardian, a vila foi inspirada nas comunidades pesqueiras de East Neuk, no condado de Fife, com casas de arenito, cabines telefônicas e carros que remetem ao Reino Unido dos anos 1990.
A Konami informa que a franquia já passou de 17,8 milhões de cópias vendidas no mundo, e que Townfall fecha uma sequência de três anos seguidos de lançamentos na mesma época, depois do remake de Silent Hill 2 (2024) e de Silent Hill f (2025).
Imagem: Konami / Screen Burn Interactive
CRTV, furtividade e combate corpo a corpo
O clássico rádio da série volta repaginado como CRTV, uma televisão portátil. Ao sintonizar sinais analógicos instáveis, o jogador capta ameaças por perto, pedaços da história e pistas misteriosas. No PS5, o controle DualSense entra na brincadeira: dá para girar o controle para melhorar a recepção, e os gatilhos adaptáveis e a vibração acompanham tiros e passos de criaturas.
Cada encontro pode ser resolvido de vários jeitos: passando despercebido, atraindo inimigos com distrações, partindo para o corpo a corpo com golpes e bloqueios ou mantendo distância com armas de fogo, sempre com munição escassa. As ações do jogador moldam o desfecho, e o diretor Jon McKellan contou ao Collider que são cinco finais, três possíveis na primeira jogatina e dois reservados ao New Game+. A trilha dinâmica, que reage ao que acontece em cena, é assinada por Pilotpriest.
Imagem: Konami / Screen Burn Interactive
O que diz a crítica sobre Silent Hill: Townfall
Na análise do The Guardian, Townfall é uma história enxuta e inteligente, mais focada em culpa e tragédia coletiva do que em choque, e que mantém a essência de Silent Hill. O texto elogia a tensão das fases de esconde-esconde e a apresentação diegética (para salvar, é preciso achar um telefone e discar um número), mas critica um quebra-cabeça obscuro com símbolos industriais perto do fim.
Edições de Silent Hill: Townfall
A edição padrão traz o visual Rusted para o CRTV na compra antecipada, além do visual Beach Edition, exclusivo do PS5. A Deluxe Edition inclui artbook e trilha sonora digitais e uma roupa alternativa para Simon. Quem fez a pré-venda da Deluxe teve 48 horas de acesso antecipado.
Fonte: Konami, PlayStation Blog, The Guardian, Collider