DOJ investiga acordo de licenciamento entre Nvidia e Groq, segundo NYT e Reuters
EUA analisam se deal Nvidia-Groq contornou revisão antitruste; Nvidia nega irregularidade
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) investiga se a Nvidia estruturou seu acordo de licenciamento com a startup de chips de IA Groq de forma a evitar escrutínio antitruste. A informação foi publicada pelo The New York Times e repercutida pela Reuters em 9–10 de setembro de 2026, com base em pessoas familiarizadas com o assunto.
O que se sabe sobre o acordo
No fim de 2025, Nvidia e Groq anunciaram um arranjo descrito como licença não exclusiva da tecnologia de chips da Groq, no valor reportado pela Reuters em cerca de US$ 17 bilhões (outras reportagens citam cifras próximas de US$ 20 bilhões; os números variam conforme a fonte). A Nvidia também contratou executivos da Groq, entre eles o fundador Jonathan Ross. A Groq permanece formalmente como empresa independente — o formato não foi apresentado como fusão tradicional sujeita à notificação clássica de merger.
Status da investigação (cuidado jurídico)
O DOJ teria aberto a apuração pouco após o anúncio, em dezembro, e enviado à Nvidia um pedido formal de informações, segundo o NYT/Reuters;
não há, nas reportagens, conclusão de infração nem ordem judicial de desfazimento;
a Reuters nota que, se houver irregularidade, a agência poderia buscar multas, e que desfazer o negócio seria considerado pouco provável pelos interlocutores da reportagem.
Posição da Nvidia
Em nota à Reuters, um porta-voz da Nvidia afirmou: “The Groq story is a prime example of the American system working as designed to promote innovation, reward entrepreneurs, and benefit consumers.” Groq e o DOJ não responderam de imediato aos pedidos de comentário da Reuters fora do horário comercial, segundo a agência.Senadores norte-americanos já haviam questionado publicamente a estrutura do acordo em 2026; isso é contexto legislativo, não sentença.
Fonte: Reuters, The New York Times, Groq (anúncio do acordo)