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Mass Effect: Universe usaria escolhas da trilogia para criar linhas do tempo, diz ex-diretor

Romain Toutain, diretor técnico da franquia, contou em live como funcionaria o jogo cancelado

Mateus Lecchi Mateus Lecchi |
Mass Effect: Universe usaria escolhas da trilogia para criar linhas do tempo, diz ex-diretor

Mais detalhes sobre o Mass Effect cancelado com o fechamento da BioWare continuam aparecendo. Romain Toutain, diretor técnico da franquia, contou numa transmissão na Twitch que Mass Effect: Universe levaria em conta todas as escolhas feitas na trilogia original, e de um jeito bem mais ambicioso, segundo o Kotaku, do que a importação de três decisões de Dragon Age: The Veilguard. Toutain falou em francês enquanto comentava o trailer interno que vazou na semana passada, e trechos legendados em inglês foram publicados no Bluesky e destacados pelo Kotaku.

"Todas as escolhas feitas nos primeiros Mass Effect eram levadas em conta", disse. "Um dos motivos para se chamar Mass Effect: Universe é que você tinha tantas escolhas que podia juntar seus saves para criar universos paralelos. Para simplificar. Não é exatamente assim que funcionava. Você tinha linhas do tempo diferentes, basicamente. Dava quase para gerar linhas do tempo."

Decisões que contradizem o passado

Perguntado se o sistema lembrava o Dragon Age Keep, o site em que os jogadores montavam o histórico de escolhas para Dragon Age: Inquisition, Toutain respondeu que "mais ou menos". Segundo ele, o jogador poderia tomar decisões que "contradizem coisas que você já fez", criando ramificações na linha do tempo.

Shepard, de costas, observa o pôr do sol em Mass Effect Legendary Edition

Imagem: Electronic Arts

O diretor explicou que tudo no jogo guardava estado e que, a qualquer momento, um sistema que resolvia equações lógicas checava se a situação era válida e o que precisava acontecer para que fosse. Se você matasse um personagem necessário para uma missão, o jogo garantiria outro caminho para concluí-la, ou a missão falharia, se os designers tivessem decidido assim. "Essa era a teoria. Funcionou na prática", afirmou, dizendo que a ideia era dar "autonomia absoluta" ao jogador.

Toutain também confirmou que o protagonista seria personalizável, que o jogo teria uma explicação "incrível" de como os relés de massa foram consertados depois de Mass Effect 3 e que daria para alternar entre tiros e combate corpo a corpo a qualquer momento. Sobre a campanha dos fãs para salvar a série, ele não se mostrou otimista: disse acreditar que a EA não vai vender a marca, porque "nunca vende nada".

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Fonte: Kotaku

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