Kena: Scars of Kosmora é adiado para 2027 e revela montaria espiritual e mundo maior
Ember Lab confirma 2027, montaria canina cristalina e ilha com quatro culturas
A Ember Lab confirmou nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que Kena: Scars of Kosmora deixa a janela de lançamento de 2026 e passa para 2027. Ainda sem dia ou mês definidos, o estúdio pediu mais tempo para polir uma aventura linear focada em personagem, porém bem mais ampla e profunda do que o aclamado Kena: Bridge of Spirits, de 2021.
O anúncio original, em 12 de fevereiro de 2026, colocava o jogo no PlayStation 5 e no PC ainda naquele ano. O adiamento chega junto de um overview de história e de mundo assinado por Thomas Varga e Josh Grier no PlayStation Blog, com detalhes frescos sobre a ilha de Kosmora, o amigo de infância Orfio e o novo companheiro canino cristalino de Kena.
O adiamento para 2027
Segundo a Ember Lab, o objetivo é entregar um jogo no nível (e na escala) que a equipe imagina para a sequência. Empurrar o lançamento para 2027 abre espaço para polir a experiência expandida que o estúdio quer colocar na tela, sem abrir mão do charme, do desafio e da atmosfera que marcaram Bridge of Spirits.
Não há data específica dentro de 2027. O jogo segue confirmado para PS5 (físico e digital) e PC (digital), com wishlist disponível.

Imagem: Ember Lab
Montaria espiritual e combate a dois
Uma das novidades mais chamativas é a montaria. Kena ganha um companheiro canino cristalino ligado direto à jogabilidade e à origem misteriosa da ilha. O espírito antigo funciona como meio de transporte pelo mapa maior e também entra no combate, tanto montado quanto a pé, além de ajudar a resolver os quebra-cabeças alchemystic.
É o tipo de ferramenta que faz sentido num mundo mais largo: explorar Kosmora só a pé levaria tempo, e o estúdio deixa claro que o novo aliado está costurado à narrativa e ao combate.
A ilha de Kosmora e as quatro culturas
Antes dos eventos do jogo, Kena já estudava como Spirit Guide, misturando guerreira e curandeira espiritual. Quando os mortos não conseguem seguir em paz, manifestações perigosas da dor infectam o ambiente, e cabe aos Spirit Guides enfrentar essa Corrupção.
Mesmo avançando, ela começa a enxergar os próprios limites. Ajudou espíritos dos mortos, mas ainda não explorou de verdade o que a guia espiritual significa para os vivos, nem olhou com a mesma atenção para a própria dor. O amigo de infância Orfio acredita que a misteriosa ilha de Kosmora guarda as respostas que os dois procuram. Kena parte para encontrá-lo, na esperança de entender melhor seu passado e seu futuro como Spirit Guide.

Imagem: Ember Lab
Os antigos Spirit Guides de Kosmora desenvolveram uma abordagem própria, ligada aos quatro elementos e aos Templos Alchemystic. Quatro culturas interconectadas prosperaram na ilha, cada uma guiada por um Elemento, até que um cataclismo misterioso destruiu uma delas.
Com o tempo, o simbolismo espiritual dos elementos foi ficando no passado distante. Eles ainda moldam a vida das culturas sobreviventes, mas quanto mais essa sabedoria antiga permanece enterrada, maior o perigo. Os templos complexos de Spirit Guide são parte central do jogo: experiências de dungeon que testam habilidade e recompensam com mudanças que impulsionam a jornada de Kena.
Aventura linear com caminhos laterais
Como o primeiro jogo, Scars of Kosmora continua uma aventura linear centrada em personagem. A diferença está no alcance: o mundo oferece mais para quem decide sair do caminho principal. Kosmora também abriga culturas vivas, com histórias, valores e conflitos próprios, e a missão de Kena passa por descobrir como o passado da ilha colide com os personagens de cada região.

Imagem: Ember Lab
No anúncio de fevereiro, o trailer de revelação já mostrava combate, exploração e a vibração visual que virou marca da Ember Lab. O estúdio pede paciência e promete que o tempo extra serve para fazer de Scars of Kosmora a evolução que a jornada de Kena merece.
Fonte: PlayStation Blog, PlayStation