Google lança Gemini 4 Argon, novo modelo de IA para tarefas complexas
Na API, custa US$ 2 por milhão de tokens até 30/11; no app e na busca, só para Pro e Ultra
O Google lançou na terça-feira (13/10) o Gemini 4 Argon, seu novo modelo de fronteira (frontier, como o setor chama os modelos de IA mais avançados de cada empresa). Ele é o primeiro da família Gemini 4 e chega ao mesmo tempo para desenvolvedores, empresas e usuários comuns, com foco em trabalhos longos e complexos de programação, finanças, direito, cibersegurança e ciência.
Na API (interface que permite a outros programas usarem o modelo), o preço de lançamento é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Tokens são os pedaços de texto que a IA lê e escreve. Esse valor promocional vale até 30 de novembro de 2026; depois, passa para US$ 4 e US$ 20, respectivamente.

Imagem: Google
Gemini 4 Argon no app e no Modo IA da busca
Para o público geral, o Argon aparece no app Gemini e no Modo IA (AI Mode) da busca do Google, mas só para assinantes dos planos Google AI Pro e Google AI Ultra. Quem assina o Ultra também pode usá-lo no Google Antigravity, a plataforma de programação com agentes (IAs que executam tarefas em várias etapas sozinhas) da empresa.
Desenvolvedores acessam o modelo pelo nível pago da Gemini API, no AI Studio e no Android Studio. Empresas usam pelo Gemini para empresas, pela API e pelo Antigravity. O Google diz que o lançamento é global, mas não detalhou preço ou planos específicos para o Brasil.
O que o Google diz que o Argon faz melhor
Segundo o Google, o Argon lidera o Vals Index, um benchmark (teste comparativo de desempenho) que mede modelos em tarefas de setores como finanças, programação, direito e impostos. A empresa também cita 87% no ERQA, teste de raciocínio físico e espacial em ambientes 3D usado na robótica.
Os exemplos internos ajudam a dar a dimensão. O time do Chrome usou o modelo para reorganizar uma pasta de cerca de 6 milhões de linhas de código dentro do Chromium, trabalho que levaria meses e foi feito em semanas. No Antigravity, o Google diz que o Argon ajudou a aumentar em mais de 35% o envio de código feito por agentes e a reduzir em quase um terço as reversões de código. O modelo tem limite de 1 milhão de tokens somando entrada e saída na Gemini API.

Imagem: Google
Segurança e próximos modelos da família Gemini 4
O Google afirma que o Argon tem a camada de segurança mais completa da linha até agora, com defesas contra jailbreak (tentativas de burlar as regras do modelo) e contra prompt injection (instruções maliciosas escondidas em páginas e e-mails). Defensores de cibersegurança podem pedir acesso ao modelo sem essas travas pelo Fairwind Program, e 10 mil cientistas poderão usar o nível mais alto do Antigravity de graça por seis meses, mediante seleção.
A empresa diz que o Argon é "só o começo" e que os demais modelos da família Gemini 4 virão depois, ainda sem data. No vídeo oficial do Google Cloud abaixo, o modelo aparece em dez demonstrações práticas.
Fonte: Google