ChatGPT vai testar nos EUA anúncios com imagens durante a geração de artes, fora da imagem criada
Teste começa em outubro só nos EUA; anúncio fica separado da arte e não muda as respostas
O ChatGPT vai testar um novo tipo de propaganda: anúncios com imagens que aparecem enquanto o chatbot gera uma arte para você. E já tirando a dúvida mais óbvia: o anúncio não entra na imagem criada. Ele surge num bloco separado, identificado como anúncio, e a OpenAI garante que a publicidade não mexe nas respostas.
A novidade foi anunciada pela OpenAI na segunda-feira (05/10). O teste começa ainda em outubro, apenas nos Estados Unidos e com um grupo inicial de anunciantes. Para o Brasil, não há data para o formato visual.

Imagem: OpenAI
Como funciona o anúncio visual na geração de imagens
A ideia, segundo a OpenAI, é usar fotos para mostrar inspiração de produto, o produto em uso ou a experiência que ele proporciona. Em vez de só um nome e um link, a marca ganha espaço para contar sua história com imagens.
O primeiro lugar escolhido para testar o formato é justamente a criação de imagens no ChatGPT. Na prática, enquanto a sua arte vai sendo gerada, um cartão patrocinado pode aparecer na tela. No exemplo divulgado pela empresa, uma marca de mercearia usada como demonstração exibe fotos de ingredientes logo abaixo da arte em produção, com um botão para saber mais.
A OpenAI repete três promessas: o anúncio é claramente identificado, fica separado da imagem que está sendo gerada e não influencia o que o ChatGPT responde. Ela também diz que filtros avaliam se uma conversa é adequada para propaganda, mantendo os anúncios longe de contextos emocionalmente vulneráveis, sensíveis ou impróprios.
Do anúncio em texto ao formato com imagens
A publicidade no ChatGPT não é novidade. A OpenAI apresentou seus princípios para anúncios em janeiro e começou o teste nos Estados Unidos em 9 de fevereiro de 2026, para adultos logados nos planos Gratuito e Go. Até agora, como lembra o The Verge, os anúncios mostravam apenas nome, logo e link da empresa numa área de patrocinado abaixo da conversa.

Imagem: OpenAI
Depois vieram as expansões. Em março, a empresa anunciou pilotos no Canadá, na Austrália e na Nova Zelândia e, numa atualização de 11 de agosto, confirmou o lançamento no Reino Unido, no México, no Brasil, no Japão e na Coreia do Sul. Ou seja, quem usa o ChatGPT gratuito ou o Go por aqui já pode ver os anúncios no formato atual. O formato visual, por enquanto, fica restrito ao teste nos EUA.
Pela política geral da empresa, os planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Education não exibem anúncios. Durante os testes, contas de menores de 18 anos (informados pelo usuário ou estimados pela OpenAI) também ficam de fora, e a propaganda não pode aparecer perto de temas como saúde, saúde mental e política. No plano gratuito, dá para recusar anúncios, mas a troca pesa: segundo a Central de Ajuda da OpenAI, a opção sem anúncios tem menos mensagens por dia e tira o acesso a ferramentas como a geração de imagens, justamente onde o novo formato vai aparecer.
Hightouch, Tealium e LiveRamp: as ferramentas para os anunciantes
O comunicado de segunda também mira quem paga a conta. A OpenAI ampliou as ferramentas de medição, com integrações com Hightouch, Tealium e LiveRamp para que as marcas enviem dados de conversão dos sistemas que já usam. A lista de parceiros de atribuição inclui nomes como AppsFlyer, Adjust, Branch, Singular, Kochava e Triple Whale.
A empresa ainda divulgou números iniciais reportados por parceiros. Segundo a DV Rockerbox, o custo por aquisição da WeightWatchers no ChatGPT ficou 15,3% abaixo da referência de busca paga da marca. A WorkMagic apontou que 67% das compras incrementais da marca de bem-estar Dose vieram de clientes novos.
Para dar mais segurança às marcas, a OpenAI prepara pilotos de avaliação com DoubleVerify e Integral Ad Science (IAS). Esses parceiros vão testar as regras de segurança de marca num ambiente controlado, sem acesso a conversas privadas dos usuários.
Controles de anúncio e privacidade das conversas
O discurso oficial segue o mesmo desde janeiro: as respostas ficam independentes, as conversas não são compartilhadas com anunciantes e o usuário mantém o controle. Nas configurações, é possível dispensar anúncios, mandar feedback, entender por que um anúncio apareceu, apagar os dados de anúncios e desligar a personalização.

Imagem: OpenAI
A escala explica o interesse. A OpenAI afirma que o ChatGPT alcança 1,2 bilhão de pessoas por semana e diz que a publicidade ajuda a levar a ferramenta a mais gente do que as assinaturas sozinhas permitiriam.
Teste nos EUA, sem data para o Brasil
Está confirmado o teste do formato visual nos EUA ainda neste mês de outubro, primeiro na geração de imagens. A OpenAI fala em aparecer "inicialmente" ali e promete novos formatos e recursos no futuro. Não há data para outros países, Brasil incluído, nem detalhes sobre quais marcas participam do teste.
Quem quiser entender a lógica por trás da publicidade no chatbot pode ver o episódio do OpenAI Podcast de fevereiro, em que Asad Awan, um dos líderes da área de anúncios da empresa, explica como os anúncios ficam separados das respostas e como funcionam os filtros para conversas sensíveis.