AMD vai levar o FSR 4 para APUs, notebooks e portáteis até o fim de 2026
Jack Huynh diz que a AMD criou uma versão mais leve do upscaling por IA para gráficos integrados
A AMD pretende expandir o FSR 4, sua tecnologia de upscaling baseada em aprendizado de máquina, para toda a linha de produtos até o fim de 2026. Isso inclui APUs, notebooks gamer e consoles portáteis, segmentos que até agora ficaram sem suporte oficial. A informação veio de Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente-geral do Grupo de Computação e Gráficos da AMD, em conversa com jornalistas em Seul, em 7 de outubro, segundo o site sul-coreano The Elec.
De acordo com o executivo, a empresa vai trabalhar em duas frentes: os APUs que já estão no mercado e novos produtos que ainda serão lançados. Para os chips atuais, a AMD desenvolveu um modelo do FSR 4 mais leve, feito sob medida para gráficos integrados, com foco em boa qualidade de imagem e baixa latência.

Por que os portáteis ficaram de fora até agora
Diferente do FSR 3, que usava algoritmos tradicionais, o FSR 4 aposta em IA, numa abordagem parecida com a do DLSS da NVIDIA. Apresentada na CES 2025, a tecnologia exige um poder de processamento de IA que os APUs atuais não têm de sobra. Por isso, chips como o Ryzen Z2 Extreme, usado em portáteis para jogos, não rodam o FSR 4 oficialmente.
No lado das placas de vídeo, o suporte começou pelas Radeon RX 9000, com arquitetura RDNA 4, e depois chegou às RX 7000 com o FSR 4.1. A página oficial da AMD já promete as RX 6000 para 2027. Vale lembrar que a fabricante passou a chamar o recurso de FSR Upscaling dentro do pacote FSR Redstone, embora muitos jogos ainda exibam o nome antigo.
Novo APU com RDNA 4 no radar
O The Elec interpretou a fala de Huynh como um sinal de que a AMD deve lançar ainda este ano um novo APU com gráficos integrados baseados em RDNA 4, já pronto para o FSR 4. Vale frisar que essa leitura é do veículo coreano: o executivo não citou arquitetura, nome de chip nem data para esse lançamento.
Também não ficou claro quais APUs atuais vão receber o modelo mais leve. Para quem joga em portáteis como ROG Ally e Legion Go, a novidade pode significar imagem mais nítida sem sacrificar tanto o desempenho, mas o impacto real só vai ficar claro quando a AMD detalhar a lista de chips compatíveis.
Fonte: The Elec